Mofando

Estou escondido do Sol – Seu brilho não me atinge mais.
Meu corpo criou um mofo de cascas anormais!

Essa casca me acalenta com sua doce ilusão,
Mas que, na verdade, impede-me o acesso à luz.
Passo os dias dormindo sobre este verde-musgo
Que à essa tola morbidez me embala e conduz.

Eu sei o quanto o Sol lá de fora é quente e bonito,
E quão feio são meus pés imóveis como o granito…

A única solução é usar as minhas pernas
E fazê-las andar até o caminho da luz.
Não adianta eu ficar aqui parado,
E ficar aqui mofando até eu criar pus…

Ano Novo

A equipe DPNE deseja para todos os leitores um ótimo 2010. E todos aqueles clichês de sempre.

Ps: Provavelmente terá um breve recesso (ou já tá tendo, sei lá). Mas logo voltaremos a nossa programação normal.

Agradecimentos:

  • Fernando Kobaia
  • Ricardo Mazzarioli
  • Charlie Dalton
  • Otávio de Vitto
  • Todos os leitores que mandaram as fotos para o “Eu acesso”, contribuiram com seus textos/poemas.

OBRIGADO GALERA!

Natal

Natal, data pra celebrar e comemorar.
Dia para festejar a vida, paz e porque não amar?
Felicidades a Cristo que nesta data nasceu,
E Parabéns ao Fernando que também floresceu.

Neste feriado Mundial
Existe muita hipocrisia e falsidade moral
Enquanto crianças acreditam num mundo perfeito
Surge mais um homem suspeito

O significado vai além dos presentes materiais
É o dia de você rever todos os teus ideais
Reserve o seu dia para se dedicar a sua família
e esqueça de toda a correria do dia-a-dia

Apesar dessa data especial
Fazer aniversário no natal é normal
Muitas brincadeiras por causa dessa coincidência
Desde os primórdios isso exige paciência

Toda equipe do Dois Poetas na Escola deseja a todos os leitores um feliz Natal! E em especial ao autor Fernando, um feliz aniversário!

Eu não sou normal

Tentei ser normal, mas não consegui.
Já desencanei, eu me assumi.
Se me normalizo, estranho eu fico,
Mas se enlouqueço, normal eu pareço.

Eu sou maluquinho igual a um menino;
Não uso “farinha”, não tomo “balinha”.
Nada de “ína”, nada de “ônha”.
Pra mim não combina; pra mim é peçonha!

Eu sou um maluco consciente – e muito!
Apesar de maluco, sou homem maduro.
Eu sei que não tenho a tal sanidade,
Mas procuro manter a minha dignidade.

E o blogueiro secreto é…

Bom, o André Lima do blog “Dá um Post!“, juntou alguns blogs e blogueiros para fazer um “Blogueiro Secreto”, juntaram cerca de 20 blogs para executar essa tradição de final de ano. Chega de faladeira e vamos revelar quem foi o nosso sorteado.

Particularmente, não conhecíamos o blog, porém reviramos tudo e gostamos!

Dicas:

  • É um blog no wordpress.com.
  • É um blog de humor/entretenimento.
  • Foi criado em setembro de 2008.
  • O nome e categorias envolve “courgette” em seu nome mais conhecido.
  • O mascote possui dois olhos e uma boca, e indiretamente participou do Castelo Rá-Tim-Bum
  • O autor posta com o nome de “Zezinho”
  • Pode-se encontrar em qualquer feira

Já dá pra adivinhar, não?

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Sonhar Acordado

Sonhador Acordado, de Raul Rosenthal

Sonhador Acordado, de Raul Rosenthal



Raul Rosenthal, nascido em Santos(SP) foi professor da USP e da FGV, fez o doutorado na Inglaterra. Chegou à presidência da American Express e TVA. Agora lança o livro “Sonhar Acordado”.

O PhD e executivo oferece em seu livro muito da experiência adquirida na autorvida, sala de aula da GV e da USP e na direção de empresas como American Express, Editora Abril, Unibanco e Bozano, Simonsen, entre outras.

Este livro tem como tema principal trazer um panorama do mundo da administração nas últimas décadas e mostra para os mais jovens que uma carreira bem-sucedida é resultado de muita determinação, dedicação e planejamento. Além disso, o autor explora atributos intangíveis e que também são vitais no mundo…

Com base em sua experiência pessoal de quem nunca foi demitido, Rosenthal dá uma série de exemplos de situações corporativas vividas por ele em sua carreira, de reuniões das quais participou e do seu estilo de liderança.

Mais informações sobre o Sonhar Acordado, aqui.

Sonhar Acordado – Faça o que você sempre sonhou fazer
Raul Rosenthal
Editora Virgilia/Saraiva, 1ª. edição, 2009, 296 páginas
Preço sugerido: Confira!

Me desculpa

Nunca tive a intenção de te magoar
Não quero que fique chateado comigo.
Andei dando mancada, eu sei o que fiz,
Não quero repetir esse ato infeliz.

Deixei de fazer, fiquei sem fazer.
Eu me atrasei e atrapalhei
Todo o andamento do meu quefazer.
Quero reverter, erro não cometer.
Orgulho ter do melhor a fazer.

Meus versos escorregam, não vejo muito sentido.
Sinto envergar fortemente os meus sentidos.
Nem sei mais o que escrever, me sinto perdido
Desde o dia em que tens partido…

Carnaval acabou a um certo tempo

Hipocrisia da minha parte dizer que não me comoveu
Olhar para você e perceber que não sou seu
Procurei naquela festa não me emocionar
E me segurei para nas músicas não chorar

Te ignorar foi bem melhor do que te adorar
Hoje tenho certeza que sofri bem menos
Não tenho palavras pra me expressar
E espero não me incomodar muito com esses pequenos desacertos

Todo carnaval tem o seu fim
E o meu foi quando você se esqueceu de mim
Cresci muito nesse seu momento de não se importar
E hoje tenho certeza com quem eu devo realmente dançar

As baleias (versos de outros)

Eu, Charlie Dalton, sempre posto textos meus. Mas hoje eu resolvi postar uma poesia que não é minha. Por quê? Por que ela fala algo importante, da consciência que devemos ter diante da extinção dos animais. E detalhe: esses versos datam de 1981 e já menciona esse problema. (Se a situação era urgente naquela época, quanto mais hoje!).

Nunca fiz algo do tipo aqui, falando diretamente com os leitores, mas esses versos são diferentes. Eu tinha que dar uma atenção especial a esses versos.

Estes são os versos. Espero que gostem – e reflitam!

As baleias

Não é possivel que você suporte a barra
De olhar nos olhos do que morre em suas mãos
E ver no mar se debater o sofrimento
E até sentir-se um vencedor neste momento

Não é possivel que no fundo do seu peito
Seu coração não tenha lágrimas guardadas
Pra derramar sobre o vermelho derramado
No azul das águas que voce deixou manchadas

Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos

Dos programas vespertinos de televisão.
O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e à fúria louca
De uma cauda exposta aos ventos

Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão.
Como é possível que voce tenha coragem
De não deixar nascer a vida que se faz

Em outra vida que sem ter lugar seguro
Te pede a chance de existência no futuro
Mudar seu rumo e procurar seus sentimentos
Vai te fazer um verdadeiro vencedor

Ainda é tempo de ouvir a voz dos ventos
Numa canção que fala muito mais de amor
Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos

Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão
O gosto amargo do silêncio em sua boca

Vai te levar de volta ao mar e à furia louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão

Não é possivel que você suporte a barra

Quem são os poetas responsáveis por estes versos?

Separação

Nosso relacionamento acabou
Meu coração se abalou
Mas chegou um ponto sem volta
Assim que você deu uma reviravolta

Não vou sentir saudades suas
De consciência limpa escrevo essas palavras
Reparei que não houve nenhuma lágrima brotada
Pode parecer que são abstratas

Sentirei falta apenas da minha pequena
Minhas noites em vão não serão mais serenas
Se algum dia você me barrar de vê-la
Nunca conseguirei superar a falta da minha pequena princesa

Não me importo com você
Não me importo com sua vida
Apenas quero minha filha ao meu lado
E possa vê-la crescer forte e saudável