Carnaval acabou a um certo tempo

Hipocrisia da minha parte dizer que não me comoveu
Olhar para você e perceber que não sou seu
Procurei naquela festa não me emocionar
E me segurei para nas músicas não chorar

Te ignorar foi bem melhor do que te adorar
Hoje tenho certeza que sofri bem menos
Não tenho palavras pra me expressar
E espero não me incomodar muito com esses pequenos desacertos

Todo carnaval tem o seu fim
E o meu foi quando você se esqueceu de mim
Cresci muito nesse seu momento de não se importar
E hoje tenho certeza com quem eu devo realmente dançar

As baleias (versos de outros)

Eu, Charlie Dalton, sempre posto textos meus. Mas hoje eu resolvi postar uma poesia que não é minha. Por quê? Por que ela fala algo importante, da consciência que devemos ter diante da extinção dos animais. E detalhe: esses versos datam de 1981 e já menciona esse problema. (Se a situação era urgente naquela época, quanto mais hoje!).

Nunca fiz algo do tipo aqui, falando diretamente com os leitores, mas esses versos são diferentes. Eu tinha que dar uma atenção especial a esses versos.

Estes são os versos. Espero que gostem – e reflitam!

As baleias

Não é possivel que você suporte a barra
De olhar nos olhos do que morre em suas mãos
E ver no mar se debater o sofrimento
E até sentir-se um vencedor neste momento

Não é possivel que no fundo do seu peito
Seu coração não tenha lágrimas guardadas
Pra derramar sobre o vermelho derramado
No azul das águas que voce deixou manchadas

Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos

Dos programas vespertinos de televisão.
O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e à fúria louca
De uma cauda exposta aos ventos

Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão.
Como é possível que voce tenha coragem
De não deixar nascer a vida que se faz

Em outra vida que sem ter lugar seguro
Te pede a chance de existência no futuro
Mudar seu rumo e procurar seus sentimentos
Vai te fazer um verdadeiro vencedor

Ainda é tempo de ouvir a voz dos ventos
Numa canção que fala muito mais de amor
Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos

Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão
O gosto amargo do silêncio em sua boca

Vai te levar de volta ao mar e à furia louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão

Não é possivel que você suporte a barra

Quem são os poetas responsáveis por estes versos?

Separação

Nosso relacionamento acabou
Meu coração se abalou
Mas chegou um ponto sem volta
Assim que você deu uma reviravolta

Não vou sentir saudades suas
De consciência limpa escrevo essas palavras
Reparei que não houve nenhuma lágrima brotada
Pode parecer que são abstratas

Sentirei falta apenas da minha pequena
Minhas noites em vão não serão mais serenas
Se algum dia você me barrar de vê-la
Nunca conseguirei superar a falta da minha pequena princesa

Não me importo com você
Não me importo com sua vida
Apenas quero minha filha ao meu lado
E possa vê-la crescer forte e saudável

Eu acesso o DPNE (11)

Talita

Demorei para postar, mas postei! Talita =D

Mande sua foto para blogdoispoetas@hotmail.com

Marco Luque – Poema para Danilo Gentili

Querido amigo Danilo Gentili,
Já são trinta primaveras
E mais um espinho foi retirado da flor
Restando apenas a beleza de tão bela data
Nunca te esqueças que tem aqui um amigo que te prezardes com orgulho
Forte abraço!

Marco Luque

Poema aos que motivaram o crime

Ó Apple, internacional e imponente:
Obrigado por deixar-me impotente
ante a tua tecnologia tão latente
que me faz – agora e sempre
gritar com esse aparelho morto em minha frente!

Obrigado – pelo Iphone, que é só modernidade
- Pelas mil horas sem sinal, problemas mil de mobilidade
com suas travas insistentes e bateria pela metade
- Pelo manual de instruções, de uma total inutilidade
- Por me deixar tão furioso com essa droga de novidade!

Apple, poderosa e ímpar, paladina dos novos tempos
Pq vc fez do Iphone essa soma de excrementos?
Por que ele custa caro, coisa de sei lá quantos quinhentos?
Por que ele é essa droga, que faz da gente uns desgracentos?
… odiei tanto o meu, que agora, eu… o vejo a voar pelos ventos!

Ó Apple japonesa, americana, de procedência que não sei mais:
leve esse Iphone de meia-tigela! Devolva meu aparelho dos Neanderthais!

Tragam de volta o meu fone de discar e o tijolão dos celulares iniciais!
Implodam essa coisa tecnológica, Iphone de uma ova – faz de nós seres bestiais…
A mim, indenizem! Façam com que as feridas cicatrizem… desses dias de muitos ‘ais’!

E, por fim, percebam – atentos e quietinhos:
que bonito que é quando o Iphone acaba!
Quebrado em mil pedacinhos
destroçado por uma mente perturbada…

(in memorian – Iphone 3G de Rafael Cortez – * 22-09-2008 – +10-11-2009)

Por Rafael Cortez

Fonte: Blog do Rafael Cortez

Figurativo

figurativo

O Figurativo originalmente criado para ser mais um de milhões blogs “pessoais”. Até ai nenhuma novidade. Porém o blog acabou alterando seu caminho e não é mais ’só’ um blog pessoal.

Para quem gosta de contos, poesias, receitas e derivados, vale a visita!

Tempo

Tic Tac Tic Tac,
O relógio parece parar.
Tic Tac Tic Tac,
Não consigo mais aguentar.

Tic Tac Tic Tac,
O tédio dessa vida vem me pertubar.
Tic Tac Tic Tac,
Nem o sono consegue mais me agradar.

Tic Tac Tic Tac,
Vou vagando pelo mundo.
Tic Tac Tic Tac,
Fugindo dos problemas é que me iludo.

Tic Tac Tic Tac,
Preciso tomar coragem e começar.
Tic Tac Tic Tac,
Começar a fazer algo que faça o relógio andar.

Calor na cidade

Calorão! Que calorão!
Abafado! Sufoco!
(Meus Deus! que sufoco!)

Suor grudando na roupa.
O corpo grudado de suor.
Sou eu que estou com suor
Ou o suor que me tem?

A sede é presente, a gente aqui sente,
Mas não queria receber tal presente!
Por isso bebo água pra ver se isso passa.
Mas só água parece que não basta.
(Quem sabe uma piscina ou uma praia me acalma…)

O calor não é o problema:
O problema é o abafado.
É ruim, me cansa, me deixa bem molhado!
Quanto calor! Quanto abafado!
Calor na cidade não tem muita graça…

Dia do Julgamento

O dia chegou
O caos está reinando o mundo
Então, finalmente a paz acabou
Ninguém aguenta mais nenhum segundo

Você pode se esconder
Mas você irá adoecer
Você pode lutar
Mas você irá se aniquilar

Tudo será lembrado
Você será açoitado
Não haverá perdão
Eu o peguei, está na minha mão, o seu coração

Agora você deve partir
Não conseguirá dormir
Pois está escuro e não consegue enxergar
E cuidado para não amar

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