Carnaval acabou a um certo tempo
Nov 20th
Hipocrisia da minha parte dizer que não me comoveu
Olhar para você e perceber que não sou seu
Procurei naquela festa não me emocionar
E me segurei para nas músicas não chorar
Te ignorar foi bem melhor do que te adorar
Hoje tenho certeza que sofri bem menos
Não tenho palavras pra me expressar
E espero não me incomodar muito com esses pequenos desacertos
Todo carnaval tem o seu fim
E o meu foi quando você se esqueceu de mim
Cresci muito nesse seu momento de não se importar
E hoje tenho certeza com quem eu devo realmente dançar
As baleias (versos de outros)
Nov 19th
Eu, Charlie Dalton, sempre posto textos meus. Mas hoje eu resolvi postar uma poesia que não é minha. Por quê? Por que ela fala algo importante, da consciência que devemos ter diante da extinção dos animais. E detalhe: esses versos datam de 1981 e já menciona esse problema. (Se a situação era urgente naquela época, quanto mais hoje!).
Nunca fiz algo do tipo aqui, falando diretamente com os leitores, mas esses versos são diferentes. Eu tinha que dar uma atenção especial a esses versos.
Estes são os versos. Espero que gostem – e reflitam!
As baleias
Não é possivel que você suporte a barra
De olhar nos olhos do que morre em suas mãos
E ver no mar se debater o sofrimento
E até sentir-se um vencedor neste momento
Não é possivel que no fundo do seu peito
Seu coração não tenha lágrimas guardadas
Pra derramar sobre o vermelho derramado
No azul das águas que voce deixou manchadas
Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão.
O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e à fúria louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão.
Como é possível que voce tenha coragem
De não deixar nascer a vida que se faz
Em outra vida que sem ter lugar seguro
Te pede a chance de existência no futuro
Mudar seu rumo e procurar seus sentimentos
Vai te fazer um verdadeiro vencedor
Ainda é tempo de ouvir a voz dos ventos
Numa canção que fala muito mais de amor
Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão
O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e à furia louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão
Não é possivel que você suporte a barra
Separação
Nov 16th
Nosso relacionamento acabou
Meu coração se abalou
Mas chegou um ponto sem volta
Assim que você deu uma reviravolta
Não vou sentir saudades suas
De consciência limpa escrevo essas palavras
Reparei que não houve nenhuma lágrima brotada
Pode parecer que são abstratas
Sentirei falta apenas da minha pequena
Minhas noites em vão não serão mais serenas
Se algum dia você me barrar de vê-la
Nunca conseguirei superar a falta da minha pequena princesa
Não me importo com você
Não me importo com sua vida
Apenas quero minha filha ao meu lado
E possa vê-la crescer forte e saudável
Eu acesso o DPNE (11)
Nov 15th

Demorei para postar, mas postei! Talita =D
Mande sua foto para blogdoispoetas@hotmail.com
Marco Luque – Poema para Danilo Gentili
Nov 15th
Querido amigo Danilo Gentili,
Já são trinta primaveras
E mais um espinho foi retirado da flor
Restando apenas a beleza de tão bela data
Nunca te esqueças que tem aqui um amigo que te prezardes com orgulho
Forte abraço!
Marco Luque
Poema aos que motivaram o crime
Nov 11th
Ó Apple, internacional e imponente:
Obrigado por deixar-me impotente
ante a tua tecnologia tão latente
que me faz – agora e sempre
gritar com esse aparelho morto em minha frente!
Obrigado – pelo Iphone, que é só modernidade
- Pelas mil horas sem sinal, problemas mil de mobilidade
com suas travas insistentes e bateria pela metade
- Pelo manual de instruções, de uma total inutilidade
- Por me deixar tão furioso com essa droga de novidade!
Apple, poderosa e ímpar, paladina dos novos tempos
Pq vc fez do Iphone essa soma de excrementos?
Por que ele custa caro, coisa de sei lá quantos quinhentos?
Por que ele é essa droga, que faz da gente uns desgracentos?
… odiei tanto o meu, que agora, eu… o vejo a voar pelos ventos!
Ó Apple japonesa, americana, de procedência que não sei mais:
leve esse Iphone de meia-tigela! Devolva meu aparelho dos Neanderthais!
Tragam de volta o meu fone de discar e o tijolão dos celulares iniciais!
Implodam essa coisa tecnológica, Iphone de uma ova – faz de nós seres bestiais…
A mim, indenizem! Façam com que as feridas cicatrizem… desses dias de muitos ‘ais’!
E, por fim, percebam – atentos e quietinhos:
que bonito que é quando o Iphone acaba!
Quebrado em mil pedacinhos
destroçado por uma mente perturbada…
(in memorian – Iphone 3G de Rafael Cortez – * 22-09-2008 – +10-11-2009)
Por Rafael Cortez
Fonte: Blog do Rafael Cortez
Figurativo
Nov 10th

O Figurativo originalmente criado para ser mais um de milhões blogs “pessoais”. Até ai nenhuma novidade. Porém o blog acabou alterando seu caminho e não é mais ’só’ um blog pessoal.
Para quem gosta de contos, poesias, receitas e derivados, vale a visita!
Calor na cidade
Nov 4th
Calorão! Que calorão!
Abafado! Sufoco!
(Meus Deus! que sufoco!)
Suor grudando na roupa.
O corpo grudado de suor.
Sou eu que estou com suor
Ou o suor que me tem?
A sede é presente, a gente aqui sente,
Mas não queria receber tal presente!
Por isso bebo água pra ver se isso passa.
Mas só água parece que não basta.
(Quem sabe uma piscina ou uma praia me acalma…)
O calor não é o problema:
O problema é o abafado.
É ruim, me cansa, me deixa bem molhado!
Quanto calor! Quanto abafado!
Calor na cidade não tem muita graça…
Dia do Julgamento
Nov 2nd
O dia chegou
O caos está reinando o mundo
Então, finalmente a paz acabou
Ninguém aguenta mais nenhum segundo
Você pode se esconder
Mas você irá adoecer
Você pode lutar
Mas você irá se aniquilar
Tudo será lembrado
Você será açoitado
Não haverá perdão
Eu o peguei, está na minha mão, o seu coração
Agora você deve partir
Não conseguirá dormir
Pois está escuro e não consegue enxergar
E cuidado para não amar




