Estou escondido do Sol – Seu brilho não me atinge mais.
Meu corpo criou um mofo de cascas anormais!

Essa casca me acalenta com sua doce ilusão,
Mas que, na verdade, impede-me o acesso à luz.
Passo os dias dormindo sobre este verde-musgo
Que à essa tola morbidez me embala e conduz.

Eu sei o quanto o Sol lá de fora é quente e bonito,
E quão feio são meus pés imóveis como o granito…

A única solução é usar as minhas pernas
E fazê-las andar até o caminho da luz.
Não adianta eu ficar aqui parado,
E ficar aqui mofando até eu criar pus…