Charlie Dalton
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Posts by Charlie Dalton
Quem dera…
Quem me dera eu
Me tornar o homem que quero ser.
Quem me dera eu
Não chorar por achar-me tão pequeno.
Quem me dera eu
Não sentir-me como mais um molecote.
Quem me dera eu
Conseguir me enxergar com vinte e poucos anos.
Quem me dera eu
se minha mente não me visse como uma besta.
Quem me dera eu
Não sentir essa maldita frustração.
Quem [...]
Mofando
13 de January de 2010 - 12:41
Posted in Poema | 5 Comments
Estou escondido do Sol – Seu brilho não me atinge mais.
Meu corpo criou um mofo de cascas anormais!
Essa casca me acalenta com sua doce ilusão,
Mas que, na verdade, impede-me o acesso à luz.
Passo os dias dormindo sobre este verde-musgo
Que à essa tola morbidez me embala e conduz.
Eu sei o quanto o Sol lá de [...]
Eu não sou normal
19 de December de 2009 - 3:06
Posted in Poema | 19 Comments
Tentei ser normal, mas não consegui.
Já desencanei, eu me assumi.
Se me normalizo, estranho eu fico,
Mas se enlouqueço, normal eu pareço.
Eu sou maluquinho igual a um menino;
Não uso “farinha”, não tomo “balinha”.
Nada de “ína”, nada de “ônha”.
Pra mim não combina; pra mim é peçonha!
Eu sou um maluco consciente – e muito!
Apesar de maluco, sou homem maduro.
Eu [...]
Me desculpa
2 de December de 2009 - 1:41
Posted in Poema | 6 Comments
Nunca tive a intenção de te magoar
Não quero que fique chateado comigo.
Andei dando mancada, eu sei o que fiz,
Não quero repetir esse ato infeliz.
Deixei de fazer, fiquei sem fazer.
Eu me atrasei e atrapalhei
Todo o andamento do meu quefazer.
Quero reverter, erro não cometer.
Orgulho ter do melhor a fazer.
Meus versos escorregam, não vejo muito sentido.
Sinto envergar fortemente [...]
As baleias (versos de outros)
Eu, Charlie Dalton, sempre posto textos meus. Mas hoje eu resolvi postar uma poesia que não é minha. Por quê? Por que ela fala algo importante, da consciência que devemos ter diante da extinção dos animais. E detalhe: esses versos datam de 1981 e já menciona esse problema. (Se a situação era urgente naquela época, [...]
Calor na cidade
Calorão! Que calorão!
Abafado! Sufoco!
(Meus Deus! que sufoco!)
Suor grudando na roupa.
O corpo grudado de suor.
Sou eu que estou com suor
Ou o suor que me tem?
A sede é presente, a gente aqui sente,
Mas não queria receber tal presente!
Por isso bebo água pra ver se isso passa.
Mas só água parece que não basta.
(Quem sabe uma piscina ou uma [...]
Preto e Branca
28 de October de 2009 - 12:30
Tags: amor, branca, casais, casal, mãe, pai, preto
Posted in Poema | 6 Comments
O encontro da luz e da escuridão:
O amor os uniu.
O amor foi tanto
Que um poeta assim surgiu.
Ele é a noite. Ela é o dia.
Eu e minha irmã:
Nós somos a tardinha!
Tão belo o contraste;
De longe dá destaque!
Quão belo o casal,
Quão belos são meus pais!
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Um pouco sobre o desafio
O desafio é capaz de instigar o sujeito
E também é capaz de dar medo intenso!
É pequeno pra quem por ele passou –
E gigante pra quem apenas começou!
Não é fácil – pode ser bem difícil.
O nome já diz: é um desafio.
Capaz de deixar a barriga no frio.
Capaz de acender da bomba o pavio.
Capaz de encher um [...]
Um(a) mala-sem-alça
14 de October de 2009 - 21:57
Posted in Poema | 3 Comments
Larga do meu pé! Você fede a chulé!
Só faz o que quer – não sabe o que quer!
Pensa demais, fala demais e pouco faz.
Causa meus ais e esgota os meus sais.
Pertuba o juízo, me dá prejuízo.
Me deixa torpor, me deixa com dor.
Me deixa ferido com seu egoísmo.
Pessoa maluca, vê se não pertuba!
A vida é tão [...]
Sapatos
8 de October de 2009 - 7:30
Tags: dança, descanso, liberdade, movimento, sapatos
Posted in Poesia | 5 Comments
Sapatos de liso solado facilitam o improviso
O movimento de pés fica muito mais preciso.
Não é preciso fazer força, é só preciso ter jeito
Pra fazer um giro, um passo bem feito.
Produzindo um vento que passa nos braços
Quando eu giro usando o par de sapatos.
Sentir-me tão livre disperso no espaço,
Jogando meu corpo, voando no baixo.
Girando, dançando, [...]




