Será que passei?
Será que fiquei?
Me recuperei?
O quê?! Eu dancei ?
Por que eu não sei
o fim que terei?
Bom, eu não sei!
Só sei que eu sei
que eu não direi:
“Eu não tentei…”
Queria entender por que não me entende.
O que é que eu faço que tanto lhe ofende?
Por que o que eu faço, sem nenhuma intenção,
É visto por você como uma maldição.
Eu tento agradá-lo, e sempre o trato com respeito,
Mas você sempre me olha como mero bagunceiro!
Com nenhum outro ‘fessor tive causa para atenção.
Só que com você sempre causo irritação.
Eu não sou bagunceiro, nem sou dado ao desrespeito.
Eu sei que o descontento, mas não é esse o meu intento.
Está difícil de provar que não quero o chatear
Mas espero que essa rusga não venha a perdurar :\
19
Quem tem medo do TCC?
(Se você não sabe o que é um TCC, clique aqui antes de ler.)
Pra tantos é tão fácil.
Pra outros nem tanto.
O que aqui faço diante do medo do fracasso?
Não me interessa! As mangas arrregaço!
Mesmo sendo verde eu não fujo da luta,
Pois eu reconheço: não é essa a conduta.
Um homem, na vida, terá muitos medos
(E eles começam tão logo, tão cedo….)
Não será um TCC que vai me abater
Entrei nesse jogo pra ganhar, pra vencer!
14
O que é idiossincrasia?
Esse post é dedicado à Patrícia, que não acreditou que eu postava nesse blog. Agora, Patrícia, veja o que é idiossincrasia nesse link .
Eu tenho tanto pra te dizer,
Mas seu proxy bloqueia minhas palavras.
Seu firewall encara qualquer intenção minha
De acessar teu coração como uma ameaça ao seu sistema.
Por que você é tão arredia?
Por que tem medo de me mostrar sua alegria?
Por que motivo não me informa a sua rota?
O que tanto a incomoda?
Pra quê reforçar sua segurança?
O amor não é um vírus que se deva evitar. Não!
Nem sou eu um hacker querendo estragar seu sistema operacional.
Sou apenas um semi-nerd que te ama,
Querendo executar o mais perfeito script do amor!
10
Quem dera…
Quem me dera eu
Me tornar o homem que quero ser.
Quem me dera eu
Não chorar por achar-me tão pequeno.
Quem me dera eu
Não sentir-me como mais um molecote.
Quem me dera eu
Conseguir me enxergar com vinte e poucos anos.
Quem me dera eu
se minha mente não me visse como uma besta.
Quem me dera eu
Não sentir essa maldita frustração.
Quem me dera eu
Não ter raiva do modo como faço.
Quem me dera eu
Não tão fácil destacar os meus fracassos…
13
Mofando
Estou escondido do Sol – Seu brilho não me atinge mais.
Meu corpo criou um mofo de cascas anormais!
Essa casca me acalenta com sua doce ilusão,
Mas que, na verdade, impede-me o acesso à luz.
Passo os dias dormindo sobre este verde-musgo
Que à essa tola morbidez me embala e conduz.
Eu sei o quanto o Sol lá de fora é quente e bonito,
E quão feio são meus pés imóveis como o granito…
A única solução é usar as minhas pernas
E fazê-las andar até o caminho da luz.
Não adianta eu ficar aqui parado,
E ficar aqui mofando até eu criar pus…
19
Eu não sou normal
Tentei ser normal, mas não consegui.
Já desencanei, eu me assumi.
Se me normalizo, estranho eu fico,
Mas se enlouqueço, normal eu pareço.
Eu sou maluquinho igual a um menino;
Não uso “farinha”, não tomo “balinha”.
Nada de “ína”, nada de “ônha”.
Pra mim não combina; pra mim é peçonha!
Eu sou um maluco consciente – e muito!
Apesar de maluco, sou homem maduro.
Eu sei que não tenho a tal sanidade,
Mas procuro manter a minha dignidade.
2
Me desculpa
Nunca tive a intenção de te magoar
Não quero que fique chateado comigo.
Andei dando mancada, eu sei o que fiz,
Não quero repetir esse ato infeliz.
Deixei de fazer, fiquei sem fazer.
Eu me atrasei e atrapalhei
Todo o andamento do meu quefazer.
Quero reverter, erro não cometer.
Orgulho ter do melhor a fazer.
Meus versos escorregam, não vejo muito sentido.
Sinto envergar fortemente os meus sentidos.
Nem sei mais o que escrever, me sinto perdido
Desde o dia em que tens partido…
Eu, Charlie Dalton, sempre posto textos meus. Mas hoje eu resolvi postar uma poesia que não é minha. Por quê? Por que ela fala algo importante, da consciência que devemos ter diante da extinção dos animais. E detalhe: esses versos datam de 1981 e já menciona esse problema. (Se a situação era urgente naquela época, quanto mais hoje!).
Nunca fiz algo do tipo aqui, falando diretamente com os leitores, mas esses versos são diferentes. Eu tinha que dar uma atenção especial a esses versos.
Estes são os versos. Espero que gostem – e reflitam!
As baleias
Não é possivel que você suporte a barra
De olhar nos olhos do que morre em suas mãos
E ver no mar se debater o sofrimento
E até sentir-se um vencedor neste momento
Não é possivel que no fundo do seu peito
Seu coração não tenha lágrimas guardadas
Pra derramar sobre o vermelho derramado
No azul das águas que voce deixou manchadas
Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão.
O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e à fúria louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão.
Como é possível que voce tenha coragem
De não deixar nascer a vida que se faz
Em outra vida que sem ter lugar seguro
Te pede a chance de existência no futuro
Mudar seu rumo e procurar seus sentimentos
Vai te fazer um verdadeiro vencedor
Ainda é tempo de ouvir a voz dos ventos
Numa canção que fala muito mais de amor
Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão
O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e à furia louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão
Não é possivel que você suporte a barra
Autores:
- Fernando Kobaia
- Ricardo Mazzarioli
- Charlie Dalton
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