Faroleiro

O simples faroleiro
Todo dia na mesma rotina
Sobe o farol agoureiro
Pensando sempre em sua menina

Sempre tem a mesma esperança
De que um dia possa dar mais atenção a sua criança
Sua mulher, dona-de-casa
Espera ansiosa que o faroleiro volte com segurança para casa

Ele sobe sempre com a querosene
Para avisar ao marinheiro solene
Durante o dia ele limpa o farol
Esperando o pôr-do-sol

Seus filhos não tem estudos
Apenas quer seguir como o pai
Jovens idosos cabeludos
Sonhando em ser um samurai

O Homem

O Homem se engana
Vê a felicidade na ganância
Não olha para os detalhes sutis
E ainda exige que sejam gentis

As flores não iluminam seu lado
Ele só pensa no trabalho
O dinheiro é seu combustível
E não conteste pois é plausível

O mundo está escuro
A esperança se esgotou
Sua vida está automatizada
Até que uma lagrima caiu

Ele acordou e reparou
Que sua vida se despedaçou
Tentou se recuperar
Mas não conseguiu se levantar

Pseudo-Realidade

Ainda me pergunto desta sociedade
Uma formidável realidade
Mas quem prova que não é alternativa
E que a realidade depende do ponto de vista

Em quem confiar, se nem em mim confio
No que acreditar, se não sei a verdade
Para que otimismo, se não passo do pessimismo

Atras dos interesses se esconde a burguesia
No Falso moralismo que nos cerca
Um louco se escondendo em sua poesia
Até que o sentido se perca

Vivo em outra realidade
Muitos não diferenciam a verdade
Tentarei fugir desta
Mas pouca esperança me resta

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